terça-feira, 20 de agosto de 2013

VEJA TAMBÉM: Dilma brinca com a INFLAÇÃO

Acesse e VEJA: Enquanto os brasileiros se preocupam com o índice inflacionário, a Presidente da República conversa com ministros demitidos por corrupção. Em 1 minuto com Augusto Nunes:
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http://veja.abril.com.br/multimidia/video/dilma-brinca-com-a-inflacao

Clientes podem fazer e tomar a própria cerveja

Processo de produção não é complexo, mas exige tempo e dedicação.
Micro cervejarias aumentam produção e acumulam prêmios em concursos.

Fernando CastroDo G1 PR

. (Foto: Arte/RPC TV)
Seja em uma micro cervejaria, ou mesmo em uma cozinha, o processo de produção da cerveja artesanal é uma espécie de rito religioso para os cervejeiros. É o momento em que o produtor irá definir o tipo, os aromas, o amargor, a graduação alcoólica, a textura, enfim, a alma da cerveja. EmCuritiba, o aumento no número de interessados em produzir a própria cerveja levou à criação de iniciativas pioneiras no Brasil, como uma cervejaria-escola e um bar onde o cliente faz a própria cerveja.
G1 publica até domingo (26) uma série de reportagens sobre as cervejas especiais. Com previsão de crescimento de 70% na produção das micro cervejarias paranaenses em 2013, a bebida tem mobilizado cervejeiros em processos que vão desde a produção caseira até a harmonização entre cerveja e gastronomia, passando por uma oferta cada vez maior de produtos e serviços diferenciados.
Desde a abertura, em dezembro de 2011, o bar Hop’n Roll estima já ter produzido mais de 400 receitas de cerveja na pequena cervejaria montada nos fundos do bar. De acordo com Dênis Galvão, um dos sócios do estabelecimento, a ideia já havia surgido em 2007, mas ele e os três irmãos entenderam que mercado ainda não comportava uma iniciativa deste tipo. “Esse formato de a pessoa fazer a própria cerveja surgiu nos Estados Unidos, na época da Lei Seca, e se popularizou, mas aqui no Brasil ainda não existia essa cultura cervejeira”, lembra.
Clientes escolhem rótulos e recebem a cerveja engarrafada (Foto: Fernando Castro/G1)Clientes escolhem rótulos e recebem a cerveja engarrafada (Foto: Fernando Castro/G1)
Com o passar dos anos, veio a popularização da cerveja artesanal e a possibilidade de colocar a iniciativa em prática. “Foi então que pensamos: vamos montar um bar na frente, e fazer uma cervejaria atrás, mas a cervejaria a gente constrói nesse formato onde a pessoa pode fazer a própria cerveja. Aí então o cara vai ao bar, vai conhecer uma cerveja especial, porque até então o mercado era muito pequeno, e depois a gente traz o pessoal para cá para produzir”, conta. A ideia funcionou, e atualmente o bar está em processo de estudos para abertura de franquias em São Paulo e Santa Catarina.
Clientes enviam a imagem e o bar providencia o engarrafamento (Foto: Fernando Castro/G1)Clientes enviam a imagem e o bar providencia o
envase (Foto: Fernando Castro/G1)
Para o sócio, o diferencial do negócio está justamente no aspecto lúdico da produção. Em quatro horas de trabalho, os grupos de até cinco amigos recebem orientação dos funcionários do bar e podem usar os equipamentos para a bebida escolhida, que após um mês de fermentação será engarrafada pelos próprios clientes, com a logomarca desejada. O serviço custa R$ 450, mais R$ 2,50 por garrafa com rótulo, e o bar estima que cada leva renda cerca de 60 garrafas de 600ml. O público que procura o bar é variado, e entre as receitas foram produzidas cervejas para casamentos, despedidas de solteiro, chás de panela, nascimento de filhos e aniversários.
“Você vai fazer um churrasco e apresenta a tua cerveja, com o teu rótulo, para os teus amigos, pô, você é o cara mais macho do churrasco, pode dizer: sou dono da minha cerveja, eu fiz a minha cerveja”, brinca Dênis.  Das produções feitas no Hop’n Roll, já saíram cervejas vencedoras de concursos e até mesmo testes de grandes cervejarias. “Em outros locais você não tem a capacidade de inovar que nós temos aqui. Praticamente todos os dias nós produzimos uma cerveja diferente”, diz.
Sucuri Stout
G1 acompanhou a jornada de quatro amigos programadores de informática que utilizaram o serviço do Hop’n Roll para produzir uma cerveja coletiva - a Sucuri Stout. Capitaneados por Ramiro da Luz, eles tiveram o auxílio do mestre cervejeiro Alberto Basso para acertar os ingredientes e colocar a mão no malte, no lúpulo, e cozinhar a terceira cerveja do grupo, denominado “Free Brewers”. “Nós nos conhecemos através de uma linguagem de programação chamada Python, e por isso decidimos dar nomes de cobras para as nossas cervejas. Antes da Sucuri, já fizemos a Anaconda e a Coral”, contou Ramiro.
Do computador à panela, processo é supervisionado por funcionários do bar (Foto: Fernando Castro/G1)Do computador à panela, processo é supervisionado por funcionários do bar (Foto: Fernando Castro/G1)
O processo começou às 18h30, quando Ramiro e o amigo Wiliam começaram a pesagem dos maltes que foram selecionados. Após a medição, os ingredientes foram moídos e levados para a panela, onde cozinharam por duas horas. Neste período, entre cervejas e petiscos, os aprendizes se revezavam para mexer a mistura de tempos em tempos e adicionar outros ingredientes, como o lúpulo e outros maltes mais torrados, como o de café e o de chocolate.
A dica do malte de chocolate, aliás, foi dada por Alberto, que é cervejeiro autodidata e já teve uma cerveja premiada em um concurso de bebidas locais. Ele explica que o malte é produzido a partir da cevada, cujo amido é transformado em açúcar por enzimas através do processo de malteação. “Na hora em que o fermento consome esses açúcares, transforma em álcool e gás carbônico”, detalha.
Depois da panela, líquido passa pelo filtro e resfriamento, antes do fermento ser adicionado (Foto: Fernando Castro/G1)Depois da panela, líquido passa pelo filtro e resfriamento,
antes da adição de fermento (Foto: Fernando Castro/G1)
Na cerveja escolhida pelos “Free Brewers”, a combinação de maltes será a responsável pela cor escura, e também pelos aromas características do tipo Stout. “Nesta cerveja, o lúpulo não aparece, ele fica ali só para dar um amargor na cerveja. No malte nós usamos o chocolate belga e a cevada torrada, além do pilsen brasileiro básico”, diz Alberto.
Depois da panela, a cerveja passa ainda por um filtro, por resfriamento, até que é armazenada em um recipiente plástico na qual irá fermentar por dez dias. Os últimos passos antes do engarrafamento são a maturação, feita em câmara fria com temperatura de zero grau, e a aplicação de gás carbônico para acrescentar gás ao líquido.
Wiliam, Ramiro, Dogdano e Osvaldo fazem parte dos 'Free Brewers' (Foto: Fernando Castro/G1)Wiliam, Ramiro, Bogdano e Osvaldo fazem parte dos 'Free Brewers' (Foto: Fernando Castro/G1)
Cervejaria-escola
Iniciativa também pioneira é a da cervejaria Bodebrown, que ao constatar o aumento do público interessado em aprender sobre o tema e produzir a própria cerveja, inaugurou a primeira escola brasileira sobre o assunto. “O processo não é complexo, existem detalhes para se atentar e conseguir um resultado com alto nível de qualidade, mas não quer dizer que seja difícil – apenas trabalhoso”, classifica um dos professores da escola, André Junqueira.
Curso de produção artesanal é dividido em duas etapas (Foto: Bodebrown/Divulgação)Curso de produção artesanal é dividido em duas etapas
(Foto: Bodebrown/Divulgação)
O curso é ministrado em dois dias, em etapas diferentes. “A primeira delas fala sobre as matérias-primas, como funcionam e como se complementam. Já no segundo dia nós começamos falando do equipamento, e a partir daí produzimos uma leva de 20 litros de um estilo escolhido pela classe”, explica Junqueira. Os mesmos insumos utilizados para a produção assistida são dados para os alunos tentarem a primeira experiência em casa, com os próprios equipamentos.
A escola também dispõe de uma vasta biblioteca com livros sobre o assunto, que são disponibilizados para o estudo necessário. Para Junqueira, um dos principais focos do curso é fazer com que o aluno não fique apenas nas receitas prontas, mas que entenda o processo e passe a fazer as próprias tentativas. “É uma ciência que envolve muitas disciplinas – você pode passar anos estudando em detalhes todos os aspectos do processo, mas pode levar como hobby. A parte principal de tudo que a gente faz é abrir portas para a criatividade dos alunos”, conclui.
Edi Wilson produz a 'Sangrenta' em casa há três anos (Foto: Fernando Castro/G1)Edi Wilson produz a 'Sangrenta' em casa há três anos
(Foto: Fernando Castro/G1)
Na cozinha de casa
Foi após um curso de produção que o engenheiro Edi Wilson começou a fabricar, na cozinha de casa, as variadas versões da "Sangrenta" - sua própria cerveja artesanal. Em 2010, a oferta de equipamentos para fabricação caseira ainda era restrita a poucos locais de venda, o que não impediu o recém-cervejeiro a acertar a mão logo na primeira tentativa. "Depois que você acerta a primeira, não dá mais para parar", confessa.
Após três anos de produções, Edi Wilson estima que já tenha gasto cerca de R$ 3 mil em equipamentos, mas diz que o investimento básico para os iniciantes sai, em média por cerca de R$ 1 mil. No período, ele apostou em diversos tipos de cervejas, mas foi com uma India Pale Ale (IPA) que ele obteve medalha de prata em um concurso estadual. Para o concurso do Encontro Nacional das Associações dos Cervejeiros Artesanais (Acervas), que será realizado entre os dias 30 de maio e 1º de junho, em Curitiba, ele preparou uma leva de cerveja tipo Porter, e outra Amber Ale.
Saiba mais:
A reportagem acompanhou o processo de engarrafamento das duas cervejas, que o cervejeiro também faz na própria cozinha. Como mora sozinho, a preocupação com a sujeira que o processo manual demanda é secundária para Edi. "Essa é um reclamação frequente dos cervejeiros caseiros, que as mulheres reclamam da bagunça que faz", brinca.
Apesar do sucesso das produções artesanais, Edi não pensa em transformar o hobby em profissão. Ele aponta a burocracia como um dos principais entraves para os caseiros se profissionalizarem, já que a venda da bebida feita em casa é proibida, e o registro do Ministério da Agricultura só é possível para quem possui uma fábrica. Entre as soluções encontradas pelos pequenos produtores está a pareceria com as cervejarias, como a feita pela cervejaria curitbana DUM com a cervejaria mineira Wäls, para o lançamento da também premiada cerveja Petroleum. "Eu não penso em vender, gosto de levar para churrascos, de chamar os amigos para tomar comigo", finaliza.
O cervejeiro engarrafou dois tipos de cerveja para o Concurso Nacional (Foto: Fernando Castro/G1)O cervejeiro engarrafou dois tipos de cerveja para o Concurso Nacional (Foto: Fernando Castro/G1)
Crescimento do mercado e premiações
O envolvimento cada vez maior do público e a proliferação de produtores têm rendido frutos para quem decidiu viver da cerveja. Em 2013, expectativa da Associação das Micro cervejarias do Paraná (Procerva) é de que as empresas do setor aumentem em 70% a capacidade produtiva, em relação à produção de 2012. O levantamento foi feito com base nas estimativas de dez das 19 micro cervejarias constituídas no estado.
O otimismo dos produtores é baseado na possibilidade de redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as micro cervejarias, por parte do Governo Estadual. Atualmente, estes empreendedores, que podem produzir no máximo 200 mil litros por mês, pagam a mesma alíquota que as grandes cervejarias – 29%. “Eles se defendem bem melhor do que a gente, e recebem muitos benefícios. Se esse imposto cair para 12%, vai ampliar a capacidade produtiva, que hoje está ociosa”, aposta o presidente da Procerva, Ronaldo Flor.
De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), o Governo Estadual realiza estudos em fase de conclusão sobre de que maneira a redução do ICMS pode ser feita. Ainda não é possível falar em números, mas a intenção é equalizar com o imposto pago em estados vizinhos, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul – os 12% propostos pela Procerva.
Esse incentivo pode colocar no mercado muitos cervejeiros que fabricam em suas casas. Muitos deles têm intenção de se profissionalizar, mas a cadeia é muito cara e eles não conseguem"
Ronaldo Flor, presiente da Procerva
As pequenas cervejarias do Paraná ainda estão longe do patamar máximo de produção estabelecido. Já com a perspectiva de crescimento, a produção da bebida especial deve chegar a 200 mil litros no ano, somando todas as empresas. “Esse incentivo pode colocar no mercado muitos cervejeiros que fabricam em suas casas. Muitos deles têm intenção de se profissionalizar, mas a cadeia é muito cara e eles não conseguem”, afirma Ronaldo, que é dono da micro cervejaria Gaudenbier.
Se este cenário se configurar, a participação do Paraná no mercado das cervejas especiais pode atingir patamar ainda mais expressivo. Atualmente, o estado possui 8% das 230 micro cervejarias registradas noMinistério da Agricultura, e perde apenas para São Paulo e Rio de Janeiro no número de rótulos locais – que chegam a 10% do mercado.
Para Ronaldo, a regionalização da produção é importante para o fortalecimento da cultura cervejeira. “Isso aconteceu em vários países do mundo – assim como o alimento, a cerveja especial é de vizinhança. É importante você ser forte na sua região, porque quanto mais próximo do consumidor, melhor e mais fresco é o produto, além de garantir características da região no sabor”.
E as cervejarias locais têm levado á sério o fortalecimento.

No I Concurso Brasileiro de Cerveja, realizado em março em Blumenau (SC), o Paraná foi o segundo estado a faturar mais prêmios. Com 45 cervejas inscritas, contra 67 de São Paulo, o estado teve 26 cervejas premiadas, garantindo o segundo lugar, apenas sete prêmio atrás do estado vizinho. Além disso, a Bodebrown foi eleita a cervejaria brasileira do ano, após garantir cinco medalhas de ouro, duas de prata e quatro de bronze.
Bodebrown levou o prêmio de melhor cervejaria do ano (Foto: Bodebrown/Divulgação)Bodebrown levou o prêmio de melhor cervejaria do ano (Foto: Bodebrown/Divulgação)

1 minuto com Augusto Nunes - Dilma Rousseff: festa sem motivo

Confira:  Dilma Rousseff: festa sem motivo.
Acesse já:
http://veja.abril.com.br/multimidia/video/dilma-rousseff-festa-sem-motivo


DELFIM NETO DEFININDO O MOMENTO

Um dos maiores conhecedores da realidade do Brasil, o economista e professor Delfim Neto, que foi ministro de várias e importantes pastas do governo federal, além de ser deputado constituinte de 1988 e consultor de empresas e analista de plantão sobre economia disse em uma de suas manifestações: ¨O Brasil vive um paradoxo. Sua situação fiscal ao é tão tranqüila quanto sugerem as autoridades , nem e nem tão catastrófica como insistem alguns portadores das virtudes da austeridade. Há muitos anos estamos acumulando desperdícios e escolhendo mal as prioridades, juntamente com um controle laxista* da gestão dos recursos públicos.¨  Sabias palavras do professor que é acionado a dar a sua contribuição até por aqueles que muito o condenaram.  Apesar de encerrar sua vida pública de maneira lastimável (troca de partido e não se reeleger) ele foi um grande e apaixonado brasileiro que queria ver seu país crescer e se esforçou para tal.

*Laxista: Conjunto de comportamentos pouco rigorosos, pouco cuidados ou demasiado permissivos.

SUCESSOS E INSUCESSOS MARCAM O PERÍODO NA ECONOMIA



Popularização das cervejas especiais abre espaço para novos serviços

Clube de assinantes e sorvete de cerveja são apostas do comércio do setor.

'Beber menos, e beber melhor' é o discurso dos cervejeiros artesanais.



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. (Foto: Arte/RPC TV)
A difusão da cultura das cervejas especiais tem levado empresas do setor a investir em serviços diferenciados para atrair novos consumidores e fidelizar o público. De clube de assinantes com entrega em domicílio até o sorvete de cerveja, o surgimento de iniciativas empreendedoras acompanha o ritmo de crescimento do mercado.
G1 publica até domingo (26) uma série de reportagens sobre as cervejas especiais. Com previsão de crescimento de 70% na produção das micro cervejarias paranaenes em 2013, a bebiba tem mobilizado cervejeiros em processos que vão desde a produção caseira até a harmonização entre cerveja e gastronomia, passando por uma oferta cada vez maior de produtos e serviços diferenciados.
Cultura cervejeira
Em Curitiba, a expansão da “cultura cervejeira” acelerou a partir de 2009, segundo comerciantes. Foi naquele ano que começaram a surgir as primeiras lojas físicas específicas para a cerveja especial, que traziam rótulos internacionais e facilitavam o acesso às produções artesanais brasileiras. Até então, o comércio deste tipo de bebida era restrito à internet, às distribuidoras e lojas de bebidas variadas.  Uma das pioneiras foi o Templo da Cerveja, no bairro Batel, que apostou na ideia de vender o conceito da cerveja como cultura.
“Nós inauguramos com cem rótulos, mas ainda era um público muito específico que buscava essas cervejas especiais. Nós começamos a incentivar que cada um dos nossos consumidores trouxesse um amigo, e foi aí que surgiu a primeira festa, em 2010”, contou aoG1 um dos sócios da loja, William Fleming. A primeira edição do evento, que foi realizado no estacionamento do shopping onde a loja fica instalada, reuniu 300 pessoas. A aposta era aproximar fabricantes e importadores dos consumidores, com preços de custo, e assim difundir as cervejas especiais.
Festas temáticas de cervejas especiais chegam a reunir 2 mil pessoas (Foto: Divulgação)Festas temáticas de cervejas especiais chegam a reunir 2 mil pessoas (Foto: Divulgação)
Atualmente, os frequentes eventos cervejeiros chegam a reunir duas mil pessoas, e o número de pequenos fabricantes prolifera no mesmo ritmo. Prova disso é que a cidade de Curitiba foi escolhida como sede do Encontro Nacional das Associações dos Cervejeiros Artesanais (Acervas), que será realizado entre os dias 30 de maio e 1º de junho. O evento deve contar com palestras, workshops, confraternização e o Concurso Nacional que elegerá a melhor cerveja artesanal do Brasil.
Em síntese, o objetivo dos cervejeiros é fazer prevalecer entre os consumidores da bebida o espírito do “beber menos, e beber melhor”. “O grande ponto é que o que a gente está começando é um movimento embrionário, estamos anos-luz atrás de outros países. Agora nós estamos acompanhando o que a Califórnia viveu nos anos 70, que o Chile viveu na década passada, o que o México viveu 15 anos atrás. Nosso papel é democratizar a cerveja”, define Fleming.
Entrega em domicílio
Com o aumento da demanda, o comércio precisou apostar em diferenciais para fidelizar os clientes e ampliar o conhecimento sobre as cervejas especiais. Foi a aposta da Beer Monks, quando criou um serviço de assinatura que entrega as bebidas na casa do cliente. Segundo um dos sócios da startup Victor Silva, a ideia veio a partir da observação de empresas que faziam serviços semelhantes com vinhos.
Caixas são desenvolvidas especialmente para entregar as cervejas sem danos (Foto: Beer Monks/DIvulgação)Caixas são desenvolvidas especialmente para entregar as cervejas sem danos (Foto: Beer Monks/DIvulgação)
“No fim de 2011, um amigo belga, que é ‘Beer Sommelier’, veio para o Brasil e trouxe cervejas belgas para eu experimentar – até então eu não conhecia. Nós fizemos comidas para acompanhar, e ele foi contando as histórias de cada cerveja. Poxa, eu fiquei apaixonado pelas cervejas especiais”, contou. Foi a percepção de que as pessoas não tinham a orientação suficiente para apreciar as cervejas especiais que levou Victor a associar a ideia do clube de assinaturas com o conteúdo informativo.
“Nós enviamos as cervejas uma caixa personalizada, que pode viajar para qualquer lugar do Brasil. A seleção é feita pelo nosso ‘Beer Sommelier’, que manda os produtos da Bélgica, e acompanha ainda uma revista exclusiva a cada mês”. A revista traz a ficha técnica de cada cerveja, detalhes, e avança em áreas em comum com a cerveja – com colunas de esportes, turismo cervejeiro e gastronomia. As mensalidades começam em R$ 46,90, para duas garrafas, e chegam a até R$ 108,90, para seis garrafas.
Em atividade desde janeiro de 2013, atualmente, a Beer Monks conta com 300 assinantes em Curitiba, e mais 150 em outros estados. O trabalho de Victor, de marketing, é dividido com sócios que cuidam da parte operacional e logística, do setor financeiro, além do sommelier. “A partir de junho vamos entrar no e-commerce, que foi uma necessidade que verificamos durante o desenvolvimento do negócio”, adiantou o sócio.
Sorvetes foram vendidos em frente à loja do Mestre Cervejeiro (Foto: Daniel Wolff / Divulgação)Sorvetes foram vendidos em frente à loja do Mestre
Cervejeiro (Foto: Daniel Wolff / Divulgação)
Sorvete de cerveja
Outro serviço derivado da recente “febre” das cervejas foi a combinação inusitada com o sorvete, que surgiu a partir de uma conversa informal, na loja Mestre Cervejeiro, em Curitiba. “O franqueado tem uma amiga que é mestre sorveteira formada na Itália, e possui uma fábrica de gelatos. Ela estava um dia na loja e comentou que dava para fazer sorvete de tudo, foi quando alguém sugeriu – por que não de cerveja?”, lembra o dono da marca, Daniel Wolff.
Os primeiros testes não tiveram tanto êxito. Segundo Wolff, a aposta em cervejas potentes para contrastar com o sorvete não funcionaram muito bem. “Então eu sugeri alguns rótulos não tão fortes para que eles testassem, e o resultado ficou sensacional”, disse.  E foi aproveitando o calor do verão de dezembro de 2012 que o grupo realizou o primeiro evento, que, devido ao sucesso, logo se tornou mensal e com participação do público na escolha dos sabores.
“Algumas vezes nós abrimos para participação do público pelo Facebook. Teve uma aceitação tão grande que nós temos recebido pedidos do Brasil inteiro para levar o evento”, conta Wolff, que calcula uma média de 500 sorvetes vendidos por edição. Entre os sabores do último evento, estão combinações com cervejas Stout, India Pale Ale (IPA), Weissbier, Kriek, e Strong Golden Ale com abacaxi.
Ainda que no inverno a frequência dos encontros entre cerveja e sorvete deva diminuir, está programada para o dia 22 de julho mais uma edição do evento, garante Wolff.
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Mistura entre sorvete e cerveja foi aprovada pelos frequentadores (Foto: Daniel Wolff / Divulgação)  Mistura entre sorvete e cerveja foi aprovada pelos frequentadores (Foto: Daniel Wolff / Divulgação)
Fernando CastroDo G1 PR

Clericalismo, a pior tentação dos cristãos

O Papa Francisco deu ao CELAM a trilha a se seguir pela Igreja na América Latina, um caminho que implica evitar algumas perigosas tentações
     Clericalismo é o conjunto de opiniões favoráveis à intervenção do clero nos negócios públicos e privados; sistema de apoio incondicional ao clero.

O encontro do Papa Francisco com a coordenação do CELAM (Conselho Episcopal Latino-americano) no Rio de Janeiro foi decisivo porque descreve claramente o caminho que a Igreja deve seguir na grande pátria da América Latina.

Isso é o que considera o historiador mexicano Jorge Traslosheros Hernández, que é professor e pesquisador da Universidade Nacional Autônoma de México e uma das vozes católicas mais escutadas nos meios de comunicação do país.

Segundo Hernández, nesse encontro no Rio de Janeiro o Papa confirmou a conferência de Aparecida (Brasil, 2007) como chave de leitura da missão da Igreja. “Ponderou sua experiência de comunhão, sua abertura ao diálogo e o ambiente de oração. Não houve ‘alguém’ que desse uma linha a se seguir. Conquistou-se a unidade porque se valorizou e incorporou a diversidade, para concentrar esforços em um ponto: que cada católico se converta em discípulo e missionário de Jesus, ali onde Deus o tenha colocado, sempre em comunhão com a Igreja”.

O historiador mexicano explica que o núcleo central da Conferência deAparecida é a missão continental, que tem duas dimensões: “a programática, que consiste em realizar atos missionários, e a paradigmática, que implica em colocar em chave missionária a atividade habitual das igrejas. Assim, as mudanças serão produto da dinâmica missionária”.

Hernández considera que não há receitas prontas. Cada católico dentro de sua comunidade, cada igreja tem de discernir para encontrar os caminhos adequados. Isso implica necessariamente um diálogo com o mundo cujo significado, assinalou o Papa, explica-se no Concílio Vaticano II.

Jorge Hernández afirma que o discurso do Papa ao CELAM no Rio de Janeiro foi “muito duro”, sobretudo em relação às tentações em que a Igreja na América Latina não pode cair. 

“O Papa identificou três tentações que ameaçam desviar o caminho da Igreja. Ele convidou a conhecê-las para discernir com lucidez e astúcia evangélica e assim tomar as melhores decisões. Trata-se da ideologização do Evangelho, ofuncionalismo e o clericalismo. 

Hernández explica essas três tentações. A ideologização do Evangelho pretende encontrar as chaves de interpretação do Evangelho fora dele  e da Igreja. Tem quatro variantes: o psicologismo, que diminui a fé a experiências agradáveis; o gnosticismo, que a intelectualiza para reduzi-la aos grandes debates, algo próprio de um tipo de ‘católicos iluministas’, que são críticos e sem comunhão real com a Igreja; os pelagianos, que desconfiados da graça de Deus, centram seus esforços em soluções disciplinares e enrijecidas; e o reducionismo socializante, que busca interpretar segundo as ciências sociais e nada mais.

Já a tentação funcionalista paralisa a ação da Igreja ao reduzi-la a uma ONG, ou coisa parecida como uma empresa. O que importa é o resultado, a eficácia, os números.

A tentação clericarizante reduz a experiência eclesial à operação do clero. Os leigos serão especialistas nisso, pois assim evitam compromissos. É curioso. Os ‘católicos iluministas’ são os maiores clericalistas que existem. Sempre tão críticos, tão especializados, atirando a culpa nos bispos sem tomar lugar na comunhão dos batizados.

Hernández considera que a pior tentação é a do clericalismo. Os leigos têm grande responsabilidade no problema. É fácil sobrecarregar os sacerdotes. O clericalismo é um tipo de medo.
Por Jaime Septién em 19.08.2013 do: aleteia