quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O que é Educação? Uma comparação entre países


Publicado por 
Objetivo(s) 
  • Discutir o que significa Educação, suas funções e o conceito de qualidade em Educação
  • Apresentar o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), a principal avaliação global sobre qualidade da Educação
  • Discutir as peculiaridades dos cenários educacionais em diversos países, relacionando-os aos campos econômico, político e cultural de cada um deles
Conteúdo(s) 
  • Educação: definição, funções e qualidade
  • Sistemas educacionais
  • Relações entre Educação, economia e cultura
Ano(s) 
Material necessário 
  • Cópia da reportagem "O mapa do tesouro” (VEJA 2399, 12 de novembro de 2014), disponível no Acervo Digital a partir de 14 de novembro
  • Cópias da reportagem "Famosos, milionários, professores", publicada em Veja, 28 de novembro de 2012
  • Revistas para recorte
  • Cartolina
  • Cola e tesoura
  • Cópias da tabela do Pisa
Desenvolvimento 
1ª etapa 
Introdução
Como medir uma Educação de qualidade? Exames como PISA e Enem são importantes para elucidar alguns aspectos do que está sendo ensinado, porém, talvez deter-se somente a indicadores pode levar a interpretações superficiais. A reportagem “O mapa do tesouro” apresenta o livro As crianças mais inteligentes do mundo, escrito pela jornalista americana Amanda Ripley. Ela analisa os sistemas educativos de três países: Finlândia, Coreia do Sul e Polônia, famosos pelo alto desempenho de seus alunos nos exames. Aproveite-a para conversar com seus alunos sobre a Educação sob um olhar mais abrangente com o plano de aula a seguir.
Atividades
Comece a aula provocando uma discussão entre a turma: o que é Educação? Escreva a palavra no quadro e convide os alunos a refletirem sobre o que estão fazendo na escola. Para quê ela serve? Quais suas funções? Estudamos para entrar no mercado de trabalho, para estarmos prontos para o vestibular ou para nos tornarmos cidadãos mais conscientes? Ouça todas as opiniões e registre-as no quadro, levando em consideração todas as respostas
Num segundo momento, distribua cópias do texto O que é educar?:do filósofo francês Olivier Reboul. Alerte a turma de que se trata de um texto específico da didática da Educação e que, embora a leitura possa parecer complicada, a tarefa que você vai pedir é relativamente simples. Peça que, silenciosamente, eles leiam as três primeiras páginas - as demais podem ser lidas em casa, para ampliar a compreensão do tema. No trecho lido, proponha que identifiquem o conceito de Educação defendido pelo autor. A ideia é que a classe chegue à seguinte passagem:

"Pela nossa parte, propomos uma definição - também criticável - mas que poderá servir de ponto de partida. A educação é a acção consciente que permite a um ser humano desenvolver as suas aptidões físicas e intelectuais bem como os seus sentimentos sociais, estéticos e morais, com o objectivo de cumprir, tanto quanto possível, a sua missão como homem; é também o resultado desta acção.
A educação é, pois, uma acção. Enquanto tal, é consciente, ou pelo menos dela podemos tomar consciência; é voluntária, ou pelo menos podemos percebê-la e assumi-la como tal. Sem dúvida existe uma educação espontânea que se exerce sobre o educando sem que este disso se aperceba e até mesmo sem conhecimento do educador."


Você pode completar a ideia destacando no quadro um outro trecho do texto, que aparece na página 15:

"(...) podemos dizer que o ensino não tem por finalidade nem a formação técnica nem a
iniciação numa comunidade mas a cultura humana."


Leve os estudantes a comparar a definição proposta - uma Educação que contemple não apenas o aprendizado cognitivo, mas também as dimensões "sociais, estéticas e morais" - com a ideia que eles próprios fazem de Educação. Pergunte: há semelhanças ou diferenças em relação ao que foi pensado? E mais: as definições propostas estão mais próximas de um ideal de Educação ou da realidade dela? Isso servirá de gancho para a discussão da etapa seguinte. Encerre essa fase pontuando os comentários com a lembrança de que o ato de educar não se restringe apenas ao ambiente escolar - ele se estende para a família, os amigos, o trabalho, a mídia e a religião, por exemplo, num processo incessante que se desenvolve do início ao fim da vida e que se torna central na definação de nossa identidade (aptidões físicas e intelectuais, sentimentos sociais, estéticos e morais, segundo a definição de Rebul).
 
2ª etapa 
Hora de mergulhar um pouco mais a fundo na realidade da Educação de seus alunos - informe à classe que esse é o objetivo desta fase. Forme grupos com os alunos, distribua revistas e peça que eles construam um cartaz com recortes de imagens que representem a visão que têm da Educação que recebem na escola. Dentre os aspectos abordados podem estar o papel do aluno na escola, o papel do professor, os conteúdos estudados, as situações da sala de aula, as finalidades da Educação, sua utilidade, seus limites, pontos fortes e pontos fracos. Depois, solicite que os grupos apresentem seus cartazes para toda a turma e discutam com os colegas suas principais percepções e conclusões.

Ao fim, atuando como escriba da turma no quadro, tente construir coletivamente uma síntese com as conclusões comuns aos diferentes grupos.
3ª etapa 
O momento, agora, é de comparar a Educação de seus alunos com o contexto brasileiro e mundial. O ponto principal da discussão é seguinte: o que significa Educação de qualidade? Ouça opiniões da turma, perguntando ainda se eles sabem quais países abrigam os melhores sistemas educacionais do mundo.

Novamente, escute as opiniões e, em seguida, distribua o ranking bianual do Pisa,sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Alunos. Contextualize aavaliação: conte que o Pisa é a principal avaliação global sobre qualidade da Educação,organizada pela OCDE ,Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne as 30 nações mais desenvolvidas do mundo. Realizam o exame alunos de 15 anos das nações desse clube e de países países parceiros,como o Brasil. O resultado é um quadro geral da educação pelo mundo.

Chame a atenção para a posição ruim do Brasil e para os países que estão no topo do ranking, especialmente Finlândia, Canadá, Xangai (uma província da China) e Coreia do Sul (se a turma se interessar pelo caso coreano, uma indicação é a reportagem de Veja "Famosos, milionários, professores", publicada em 28 de novembro de 2012). Indague: o que caracteriza a Educação desses países? Pode haver diferença entre eles? Peça que arrisquem alguns palpites e informe que a próxima etapa será dedicada aavaliar esses sistemas entre si e com outras duas nações que estão no ranking - Chile e Brasil.
4ª etapa 
A ideia, agora, é caracterizar seis sistemas educacionais: quatro bem posicionados no Pisa (Coreia, China, Finlândia e Canadá) e dois em posição desfavorável (Chile e Brasil). Para isso, passe para a turma o documentário Destino: Educação.


Antes da exibição começar, peça à turma para tomar nota sobre três aspectos principais de cada país: a finalidade da Educação escolar, as vantagens e as falhas de cada um. Ao final da exibição, atue como escriba para construir um painel no quadro com os três aspectos de cada um dos seis sistemas.

Avance explorando inicialmente diferenças entre os países de alto desempenho. Pergunte: é possível apontar algum deles como mais próximo da definição de Educação proposta por Olivier Reboul? A turma deve perceber que países como Finlândia e Canadá estão mais próximos da ideia de Educação "total" proposta no texto da 1ª etapa.

Prossiga investigando, agora, a situação dos países mal ranqueados - Brasil e Chile. Peça que a turma enumere as semelhanças entre esses dois sistemas, procurando entender por quê eles não possuem uma Educação de bons resultados (devem aparecer aspectos como a desvalorização dos professores, a existência de realidades distintas entre escolas públicas e particulares e, no caso brasileiro, a pouca participação dos pais e um alunado gigantesco - 52 milhões de estudantes -, aspecto que não pode ser esquecido por tornar a Educação brasileira um desafio de dimensões superlativas - pode ser útil comparar com os apenas 600 mil estudantes finlandeses...).

Finalize retomando a frase do criador do Pisa, Andreas Schleicher: "A desigualdade social ainda é o maior desafio para a educação. Países que possuem educação de excelência olham igualmente para todos". Questione os alunos e promova o debate: No Brasil, pobres e ricos têm as mesmas oportunidades? Como isso acontece na questão das escolas? Quais as semelhanças do Brasil com o caso do Chile? É interessante comparar a lista do Pisa com o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), levando a turma a perceber a grande relação existente entre desenvolvimento socioeconômico e a qualidade da Educação.
 
Avaliação 
Peça para que cada aluno escreva um texto respondendo às seguintes perguntas: Para que serve a Educação? Como o Brasil cumpre essa missão em relação a outros países? É importante, durante a avaliação, verificar se os alunos entendem que Educação dizrespeito tanto aos aspectos técnicos quanto ao relativos à transmissão do patrimônio cultural humano que propicia a vida em sociedade. Confira se os alunos mencionam exemplos de países com Educação de diferentes qualidades, com seus pontos fortes e fracos, e se conseguem enumerar as principais dificuldades que o Brasil encontra para enfrentar essa tarefa.
Flexibilização 
Para ampliação deste plano, sobretudo se houver na sala um aluno com deficiência auditiva, sugere-se que na segunda etapa em que os alunos discutem e registram suas impressões sobre a escola, sela feita também uma discussão sobre a Inclusão de pessoas com deficiência na escola regular. É preciso evidenciar que apesar dos grandes problemas que há na educação brasileira de modo geral, o processo de inclusão aqui é um dos mais avançados mundo.
Deficiências 
Auditiva

Publicado por O que é Educação?
Gente que educa.

10 lições da Finlândia para a educação brasileira


Bandeiras da Finlândia

 “Educação faz parte da nossa cultura”, explica a diretora do Ministério da Educação e Cultura da Finlândia, Jaana Palojärvi. A diretora chega ao Brasil como representante de um dos sistemas educacionais mais reconhecidos do mundo, com alunos se destacando nas primeiras posições da principal avaliação internacional de estudantes, o Pisa.
Jaana veio ao Brasil com um discurso otimista: segundo ela, é possível revolucionar o ensino de um país em algumas décadas. Afinal, é isto que a Finlândia fez e continua fazendo desde 1970.
Há quarenta anos, o país reviu suas prioridades e revolucionou o sistema que, hoje, é exemplo mundial apontado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE ) e pela ONU, com o Índice de Educação Global, no qual a Finlândia integra o primeiro lugar.
No Seminário Internacional sobre o Sistema de Educação do país, que aconteceu nesta quinta-feira em São Paulo, a diretora do “MEC finlandês” reiterou a  receita do sucesso educacional, conhecido pela liberdade e flexibilidade que concede a alunos e professores.
As lições de lá não necessariamente podem ser replicadas por aqui, por diferenças que vão de escala à cultura. Muitas questões, como as horas em salas de aulas ou o poder dado aos professores, dividem especialistas brasileiros. Mas nenhum educador ou agente público pode se dar ao luxo de ignorar o que um sistema de excelência faz.
Bandeiras da Finlândia
Confira abaixo 10 visões da Finlândia de como se deve fazer educação pública:
1. A educação tem de ser igual e gratuita a todos
Jaana Palojärvi é veemente ao afirmar que as escolas na Finlândia oferecem a todos ensino de qualidade e gratuito. Por lá, apenas 2% das instituições de ensino são particulares, e mesmo estas são subsidiadas pelo governo. Além disso, a diretora defende que o padrão de ensino é o mesmo em todas as escolas finlandesas e, por isso, as crianças passam a frequentar a escola do bairro, que está mais próxima de onde elas vivem. Um princípio de igualdade que equaliza oportunidades.
2. “Mantenha as coisas simples”
Quando perguntada qual o principal conselho que ela teria para os educadores brasileiros, Jaana hesitou, mas definiu: “foco nos níveis mais locais”.
Na Finlândia, a educação fica ao encargo do município e, mais do que isso, do professor. É ele, após muito treinamento, que decide como passar o conteúdo. Cada escola é livre para criar seu próprio material de ensino. Para Jaana, isso faz toda a diferença, já que motiva os professores e incentiva novos modos de ensino, que acomodem as necessidades de cada criança.
“Tem de prestar atenção na realidade da sala de aula. É lá que a mudança acontece”, disse.

3. Valorização do professor
“O professor é a primeira pessoa na vida do aluno”, explica a diretora. Em seu país, eles podem não ter os maiores salários (ganham uma remuneração média em relação a outros setores), mas a carreira de professor é uma das mais populares. E por quê?
O professor na Finlândia é bem preparado. Ele precisa ser graduado e ter um mestrado. Passa ainda por treinamento específico para dar aulas e tem plano de carreira. Nesse contexto, faz sentido que ele tenha a palavra final dentro da sala de aula. Para o governo finlandês, isso faz toda a diferença, já que estimula o professor a inovar e torna a profissão mais inspiradora.
A diretora ressaltou, no entanto, a importância da educação obtida pelo próprio professor para que ele se torne autoridade máxima. "Nós demos o preparo e, agora, temos de confiar neles", explica. Esse quadro de preparo, oferta de oportunidade e consequente confiança nem sempre se repete no Brasil. 
“Não é o dinheiro, eles não fazem pelo dinheiro”, explica Jaana. Na Finlândia, não existe bônus financeiro para professores com melhor desempenho. Aliás, tal estímulo financeiro, para eles, é inconcebível.
4. A quantidade de dinheiro não importa
Enquanto no Brasil há projetos propondo o aumento da verba do PIB destinada a gastos com ensino, na Finlândia o movimento foi contrário. Por lá, apenas 6% do PIB é dedicado à educação. E mesmo assim eles lideram as avaliações internacionais junto com a Coreia do Sul.
Jaana afirma que a questão não é a quantidade de dinheiro separada para alguma coisa, mas como você organiza o dinheiro que usa. Lá, há menos burocracia para se alterar a maneira como se gasta o dinheiro investido. Em poucos anos a máquina administrativa foi alterada para que o investimento, embora não o maior do planeta, estivesse entre os melhores em destinação.
5. A quantidade de horas de estudo não importa
A Finlândia não tem escolas de período integral – e os alunos não têm muita lição de casa. Segundo Jaana, “a qualidade do ensino existe na sala de aula, e isso se alcança com bons professores”. O sistema básico e obrigatório de educação também segue essa linha de raciocínio e só começa com a criança aos sete anos: “nós acreditamos que nossas crianças têm de ser crianças. Elas não têm de aprender a ler ou escrever antes dessa idade”, explica a diretora.
No Brasil, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, lançado pelo governo federal no ano passado, foi criticado por prever que as crianças estejam aptas a ler e efetuar operações matemáticas básicas já com oito anos.
6. Atenção aos alunos que podem apresentar mais dificuldades
Na Finlândia, o foco não está no aluno que vai melhor. Pelo contrário, os professores tentam identificar aqueles que podem ter problemas, para conseguir mantê-los no sistema.
7. Valorização das diferentes formas de aprendizagem
Existem crianças mais visuais, outras aprendem melhor com música, outras se podem usar das mãos para compreender um novo conceito. Na Finlândia, os modelos pedagógicos sustentam diferentes estilos de ensino, segundo a diretora. O foco não é tanto em conteúdo, mas em análise e apoio de diferente métodos.
8. Menos tecnologia, mais ensino
Ao contrário do que se pode imaginar, tecnologia não é supervalorizada na Finlândia. Segundo Jaana, os professores até usam novos recursos tecnológicos, mas eles não são tão importantes. “São só ferramentas, não são o conteúdo, que é a chave de tudo”, explica.
9. Nada de testes
Esqueça Enem, vestibular, Enade... Na Finlândia não há provas nacionais e cada professor está livre para avaliar seus alunos como bem entender. “Nós não acreditamos muito em testes, estamos mais interessados em aprender”, explica a diretora. Com professores menos empanhados em provas, eles passam seu tempo individualizando métodos de ensino ou criando novos.
10. Valorização das artes
Enquanto por aqui a preocupação maior é trazer mais meninas para as áreas das Exatas, lá é exatamente o contrário. As escolas finlandesas já têm aulas de artes e música no currículo básico, e a carga horária delas deve aumentar ainda mais, tentando atrair também a atenção dos meninos mais matemáticos das salas. "A cada dez anos, muda tudo em Física. Muda tudo em Química. Por isso o conteúdo não é tão importante, mas ter jovens criativos e comunicativos é essencial", opina Jaana.

São Paulo - Revista Exame - Por Amanda Previdelli em 23/05/2013

EDUCAÇÃO BÁSICA: BRASIL x FINLANDIA


A professora Paula Louzano, da USP, doutora em educação pela Universidade de Harvard, apresentou ao Conselho Nacional de Educação, na reunião deste mês, estudo comparativo sobre a organização do currículo brasileiro na educação básica e a da Austrália, Cuba, Chile, Estados Unidos, Finlândia, Portugal, México e Nova Zelândia.
Ao realizar esse estudo, a professora Paula Louzano chegou à conclusão de que o Brasil erra ao ser pouco específico ou claro na definição do currículo da educação básica e que esse “equívoco é agravado pelo fato de que, por aqui, orientações pouco claras sobre o que e como ensinar acabam caindo nas mãos de professores muitas vezes mal formados, mas com autonomia total para escolher como trabalhar conteúdos em sala de aula”.
Segundo a professora Paula Louzano o que distingue as diretrizes curriculares dos países citados, em comparação com as diretrizes aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação, “é o grau de especificação pelo governo (nacional, estadual ou municipal) do que deve ser ensinado em comparação com o que é definido pelo professor ou pelas escolas. No âmbito internacional, os países que outorgam maior autonomia a seus professores e escolas são Finlândia e Nova Zelândia. E estes países especificam muito mais o que deve ser ensinado em sala de aula em seus documentos nacionais do que nós fazemos”.
No final do mês de maio, esteve em São Paulo a diretora do Ministério da Educação e Cultura da Finlândia, Jaana Palojärvi, para participar de evento promovido pelo Colégio Rio Branco e pela Embaixada da Finlândia. Naquela oportunidade, disse que a principal “receita” da qualidade da educação básica na Finlândia “tem a ver com o trabalho do professor, cuja profissão é valorizada e muitos jovens querem segui-la”. Perguntada sobre o salário dos professores, disse que “eles não são nem mal pagos nem tão bem pagos. O salarial inicial do professor de ensino fundamental é de cerca de € 3.000 (R$ 9.120,00 na cotação de hoje, 22) por mês”. Todavia, o mestrado é pré-requisito para o exercício da docência, nesse nível de ensino. A formação docente finlandesa envolve um curso de nove mil horas, com sete anos de duração, sendo que um terço delas corresponde a uma espécie de residência pedagógica: o futuro professor estagia em uma escola onde um professor tutor se responsabiliza junto com a universidade por sua formação.
Retorno ao tema da qualidade da educação básica brasileira, com a transcrição de parte das palestras da professora Paula Louzano, da USP, e da diretora do Ministério da Educação e Cultura da Finlândia, Jaana Palojärvi, para abordar uma questão que tem sido objeto de pronunciamentos da presidente Dilma Roussef, ou seja, mais recursos para a educação. Nos estudos da professora Paula Louzano e nas políticas educacionais da Finlândia verifica-se que a questão central não está na alocação de mais dinheiro para a educação, mas na consistência das políticas de formação docente e de elaboração e aprovação das diretrizes curriculares nacionais.
Os valores alocados para os investimentos e as despesas em educação no Brasil, orçamentários e extra-orçamentários, são adequados aos padrões internacionais, em comparação com os países que apresentam melhor desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesse ranking, a Finlândia está na 3ª posição, entre mais de 65 países, e o Brasil na 53ª posição. Observa-se, contudo, que a aplicação desses recursos é que não atende a uma política de melhoria de qualidade da educação básica.
Cabe ao governo federal, em estreita parceria e colaboração com os sistemas estaduais e municipais, promover políticas e ações mais consentâneas com as metas de melhoria de qualidade da educação básica, para que o Brasil possa superar os entraves para o seu desenvolvimento social e econômico, atrelado ao nível educacional de nossa população.
O combate à pobreza deve ser realizado sistematicamente, mas a prioridade para a melhoria contínua da educação deve ser absoluta, em todos os níveis governamentais. O assistencialismo das políticas contra a pobreza mantém o status quo: os pobres continuarão pobres com a cesta básica; os ricos muito mais ricos. A educação, ao contrário, qualifica a pessoa para o pleno exercício de atividades profissionais e econômicas e da cidadania, fatores indispensáveis para que um país seja democrático, justo e igualitário. A educação liberta; os programas assistenciais contra a pobreza mantêm os beneficiários cativos.

Por Prof. Paulo Cardim em 22/07

Perdoar não é esquecer Precisamos aprender a perdoar, mas esquecer a ofensa não é imprescindível

Somos terra sagrada. Mas muitas vezes experimentamos nossa incapacidade para reconciliar-nos, para estar em paz com os outros, com Deus, conosco mesmos. Queremos um coração de criança, um coração limpo, renovado, enamorado.
 
É um tempo para pedir perdão e para perdoar, para estar em paz com Deus, para perdoarmos a nós mesmos pelas nossas quedas. É um tempo de graça que estamos vivendo. O céu se abre. Chove misericórdia de Deus.
 
Alguns dizem que não há verdadeiro perdão se não houver esquecimento das ofensas; que é impossível perdoar de verdade quando continuamente voltamos à ferida e alimentamos o rancor; que só esquecendo a ofensa é possível recomeçar.
 
Mas todos nós sabemos que há lembranças que não se apagam jamais, experiências que ficam gravadas na alma para sempre. A memória guardada no coração nos faz reviver tudo o que acreditávamos já ter esquecido.
 
Por isso, é necessário diferenciar perdão de esquecimento. Muitas vezes, eles não caminham juntos. Perdoar sempre nos cura. Na verdade, é a única coisa que cura o coração. Perdoar e ser perdoados.
 
Perdoar é uma graça de Deus, porque humanamente é muito difícil conseguir isso. Quantas vezes nos confessamos incapazes de perdoar quem nos ofendeu! Com quanta frequência percebemos a existência de alguns rancores enterrados na alma, que tiram nossa paz e alegria!
 
perdão nos faz levantar-nos e empreender um novo caminho. Reconcilia-nos com a vida, com o mundo, conosco mesmos. Ele nos dá luz, alivia a carga.
 
O passar dos anos nos deixa feridas na alma. Há ofensas não perdoadas no coração. Precisamos pedir a graça do perdão. Ganha mais quem perdoa que quem é perdoado. Porque, ao perdoar, ficamos mais leves, mais livres. O perdão cura. Perdoar é uma graça de Deus.
 
Há sentimentos que nos impedem de perdoar. O orgulho, o pensar que temos a razão, o considerar-nos mais importantes do que somos, o fato de exagerar o tamanho da ofensa.
 
Sentimos que, se perdoarmos, não estaremos dando valor ao que aconteceu. Achamos que somos melhores que os que nos ofenderam, e perdoar nos faz voltar a colocar-nos à sua altura. Por isso, queremos que o outro se humilhe, aprenda uma lição, mude, não volte a ofender.
 
perdão está condicionado a uma mudança de atitude de quem perdoa. Perdoamos se o outro se humilha. Perdoamos se o outro compensa o dano causado. Perdoamos se o outro reconhece sua culpa e se torna pequeno. Perdoamos se o outro se compromete a não voltar a fazer a mesma coisa.
 
Não é fácil perdoar incondicionalmente. Quando colocamos condições para perdoar, pode ser que nunca cheguemos a perdoar totalmente. Sempre resta um resquício para que o rancor entre. Uma porta aberta à amargura, à rejeição.
 
O perdão é fundamental para viver com paz, para semear alegria, para abrir janelas de luz. O perdão aos outros e a nós mesmos.
 
Quais são os rancores que você carrega no coração? Neste momento de graça, o que você quer perdoar? Qual é o nome do seu perdão?
 
Não acho que o esquecimento seja algo tão simples. Na verdade, penso que ele quase nunca é possível. Aquelas feridas do coração, os rancores que nos pesam, são experiências não esquecidas. Comoesquecer aquilo que nos marcou para sempre? É realmente muito difícil. Faz parte da nossa história de amor. É como esquecer algo que nos constitui. É parte da nossa própria identidade.
 
Quando esquecemos, costuma ser porque a ferida foi superficial e a ofensa não foi tão grande. São experiências negativas que ficaram perdidas no passado e não lhes demos muita importância.
 
A memória é nossa bagagem de mão, sempre vai conosco. E nos serve para enfrentar a vida, para aprender do passado, para conhecer nossa história e agradecer, oferecer o que Deus nos deu. A memória nos ajuda a ir além dos preconceitos que a dor constrói. 

Fonte: Alateia

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

De volta para as profundezas das urnas

 O texto do jornalista Gilnei Lima retrata o projeto em execução:

A pretensão de ditadura é clara. Os integrantes da Pátria Grande, precisam do PT continuamente no poder, para usufruto de tudo que nosso país tem de riquezas e produtos. Lulinha era um simples (com profissão digna) zelador de setor no zoológico paulistano. Como em um passe de mágica - sem herança ou prêmio de loteria - transformou-se, do dia para a noite,  no maior latifundiário do Pará - onde o MST não invade -, valendo-se dos esquemas de corrupção que borbulham como gêiseres , favorecendo o ex-presidente Lula, envolvendo grandes empresas do país com a Petrobras, com os financiamentos secretos do BNDES para Cuba, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Equador e Argentina .

Assistimos inertes a falência da Petrobrás, da mesma forma que ocorreu com a PDVSA que era uma das maiores empresas petrolíferas do mundo.
"O melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada, o segundo melhor é uma empresa de petróleo mal administrada". -  John D. Rockfeller

De volta para as profundezas das urnas

A América Latina e o Caribe, assim como o mundo, de forma indireta, enfrentam um inimigo implacável que não gostam do povo, e vão fazer de tudo, criando mecanismos para que as pessoas realmente pensem e acreditem, que o país só será melhor se estes tiranos forem mantidos no poder, para "protegê-los". Os 51 milhões de brasileiros,conforme os números oficiais fraudulentos, que não votaram em Dilma, sabem o que aconteceu nas urnas.

O mais incrível é que o contrato do TSE com a Smartmatic, para as Eleições de 2014, valeria apenas para três estados brasileiros: Pernambuco, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Era matematicamente impossível a vitória de Dilma Roussef, pela margem resultante nestes estados, um absurdo total que foi feito para que o povo acreditasse na vitória de Dilma como a grande presidente da República.

Urna eletrônica com biometria no Brasil, outra furada da Smartmatic para mostrar pro mundo inteiro que temos segurança. Com o TSE não existe segurança na votação!

Ao encontrar um contrato de licitação do TSE com a empresa venezuelana na eleição de 2012, vimos que houve um repasse simplesmente absurdo para estados que tem poucos eleitores, e em estados com grande concentração de eleitores houve um repasse bem menor de verbas dos TRE de cada estado. O incrível é a proporção do TRE do Maranhão repassar quase R$ 9 mi e o estado do Rio Grande do Sul, que tem um eleitorado bem maior, receber repasse de verbas exatamente do mesmo valor.

Outro fato que chama atenção neste contrato é a forma que ele foi formatado e redigido, com alguns erros de português, que mostram o verdadeiro desespero do Foro de São Paulo em administrar nossas eleições. Tudo isso toma ares claros de infestação. Uma infecção generalizada, mesmo que por vírus de computador. Se fosse vírus orgânico, a septicemia levaria o paciente à morte; se for vírus de computador, só a formatação do disco rígido, apagando todas as informações, para que se tenha um sistema limpo,tendo que começar tudo do zero, incluindo a instalação de novo sistema operacional.

Em artigo publicado em 1º de Dezembro de 2006 o The Wall Street Journal mostra como a Smartmatic venceu a eleição de Hugo Chávez naquele ano. Segundo as autoridades americanas a empresa, que é venezuelana, mostrou para os correligionários de Chávez uma forma de ficar no poder para sempre, inclusive no seu pós-morte com o crescimento de Nicolás Maduro para a presidência daquele país.

Neste artigo temos a clara impressão de que aconteceu um grande crime cibernético com a participação cubana (acredite se quiser) na manipulação dessas urnas, sendo bastante evidente na primeira vitória de Nicolás Maduro contra Henrique Capriles, que foi preso de forma misteriosa e nunca mais apareceu. Dizem as más línguas que ele foi assassinado pelo governo que não admite oposição.

Onde está a ONU? E o tribunal de Haia que assiste calado o genocídio de pessoas na América Latina todos os dias, nos países que integram o Foro de São Paulo? Você realmente sabe o que é este Foro? Está provado que o PT encontrou a forma perfeita para vencer eleições eternas, respaldados por medidas aprovadas, sistematicamente pelo Congresso.  Basta chamar a Smartmatic que eles fazem o serviço perfeito para continuar roubando nossos votos, alimentar com cargos e subornos os parlamentares sem escrúpulos (quando ainda se acredita que político tem escrúpulos), e deixando toda a esperança de um país melhor ir para o esgoto!

Querem controlar nosso pensamento, já controlam a mídia, controlam o população mais humilde e pouco esclarecida. Caminham a passos largos para controlar as forças de segurança pública, buscando extinção das polícias militares; as Forças Armadas já dão sinais de que vão manter-se  distantes, e já surgem rumores de envolvimento de militares de alta patente com a corrupção.
Em supostos programas "educacionais", tentam controlar a sexualidade das crianças num projeto genocida de homicídio assistido de todas as crianças que nascem em nosso território. Agora só faltam controlar o pensamento e a respiração das pessoas!

Smartmatic a máquina de guerra bolivariana contra a democracia

Smartmatic a máquina de guerra bolivariana contra a democracia
Editado por Gilnei Lima -  December 1, 2014
(Elodanoticia)


Cada vez mais ficas evidenciadas circunstâncias de fraudes eleitorais no Brasil
Smartmatic recebeu R$ 136 milhões para "gerenciar" as Eleições Presidenciais em 2014

A sentença afirmativa que norteou a escolha da Smartmatic - que teve todas as características de procedimento lícito - foi a seguinte:

“Quem vota não decide nada. Quem conta os votos decide tudo“ - Josef Stalin

As eleições presidenciais de 2014 ficaram marcadas pelo verdadeiro estelionato de ideias e pela mentira descarada, conduzindo eleitores desinformados à acreditar na "pregação de pragas divinas", disseminadas pelo falso profeta João Santana, o marqueteiro que segue todos os conceitos do ministro da propaganda nazistas Joseph Goebels, que ensinou aos seus seguidores que, uma grande mentira contada mil vezes, acaba por se tornar verdade absoluta.

Na sequencia do plano de fraude, o horário de verão foi antecipado, por decreto, em uma semana, e assim o Acre - estado legítimo da federação - acabou com um fuso horário de três horas, que não existia até a decretação da antecipação. Com isso, os controladores da eleição ganharam um tempo precioso para seus planos.

Tivemos a apuração secreta e vergonhosa dos votos para presidente, mantidos em sigilo absoluto, aos quais só tiveram acesso o ministro Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, em sala fechada, proibindo outros ministros do STF de acompanharem a evolução dos votos. As urnas eletrônicas, que já é de domínio público ao redor do mundo, que não têm qualquer confiabilidade. 

O objetivo é garantir eleições eternas, e legítimas (!?)  para o governo do PT. A grande imprensa brasileira, de modo geral, muito mais por medo das represálias e ações destrutivas ao "negócio comunicação", acabaram por colaborar - mesmo por equívocos que a desinformação causa - e fazer  favores indiretos de ajudar o PT nesta campanha que foi a mais suja de todos os tempos.  Os protagonistas do governo enviaram centenas de toneladas de dinheiro para Cuba e Venezuela, na forma de auxiliar todos os seus amigos da famosa Pátria Grande.

A vitória de Dilma Rousseff não foi justa para o Brasil, e acreditem, nem  para a maioria dos eleitores do PT, que acreditam que é possível existir honestidade neste partido corrupto desde sua raiz, até o topo de sua árvore mais alta. Tudo isso demonstra que a vitória na reeleição, se deu apenas pelo fato que o Foro de São Paulo precisa da sua "grande empresa de fraudes", que garante as suas vitórias eleitorais da mesma forma que um dono de máquina de caça-níqueis tenha sua vitória eterna sobre os apostadores.

Esta é apenas mais uma vez que mostramos que os contratos nebulosos e estranhos com a empresa venezuelana especialista em fraudar eleições pelo mundo afora, como já fizeram na Bolívia, no Equador, nas Filipinas, naArgentina e tentaram fazer nos Estados Unidos.


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Urna da Smartmatic nas eleições das Filipinas. Também houve fraude pesada no país asiático, mas lá a lei funcionou e diretores da empresa foram presos!

O grande entrave é que nos Estados Unidos existe legislação severa, controlada por diversos órgãos, mas o principal fiscal é o cidadão americano. Sendo assim, acabou frustrada a manobra tentada naquele país, e o grande caso de fraudes nas eleições de Chicago acabou sendo descoberto por pessoas que cuidam das eleições por lá.
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Enquanto a Startmatic continuar comandando nossas eleições a vitória do PT será eternamente garantida, e com um contrato milionário, no mínimo absurdo.

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Esta empresa venezuelana firmou contrato com o TSE, no valor "simbólico" de R$ 136.180.633,71 (cento e trinta e seis milhões, cento e oitenta mil, seiscentos e trinta e três reais e setenta e um centavos). Ao se avaliar o processo , que envolve tantas pessoas e operações, perguntamos: Como uma eleição pode ser tão cara? Por quê Dias Toffoli permitiu que  uma empresa com um histórico nada ilibado e confiável, que foi capaz de fraudar eleições em outros países - tendo sido descoberta - fosse contratada para gerenciar nossas eleições?

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O mais estranho de tudo é saber que, este mesmo contrato foi revogado meses depois, com a devida publicação no Diário Oficial da União. Por quê esperaram alguns meses para que este contrato fosse cancelado? Esta revogação, talvez, tenha sido protelada, para que isso não expusesse tão evidente que houve roubo e má utilização do dinheiro público, se forem descobertas  fraudes nas urnas, isto será um motivo inconteste para o pedido de Impeachment de Dilma Rousseff.



Uma nova armadilha

 A Smartmatic faz parte do Foro de São Paulo, que foi orquestrado por Lula e Fidel Castro para implantação do estado comunista em toda a América Latina, e é a mesma empresa que ainda recebeu um contrato milionário em 2012. Se a empresa de tecnologia cubano-venezuelana estiver envolvida no plebiscito da constituinte pretendido pela presidente Dilma Rousseff, preparem-se:  o bicho vai pegar feio no país. Mesmo que, se correr o bicho difama; se ficar o bicho pega, mata e come!