terça-feira, 4 de junho de 2013
Mulheres demostraram como é feita a extração de leite das vacas.
Não somente o LEITE no Brasil dá o que falar o LEITE - MILK - LATTE - LECHE - MILCH - LAIT , SÜT é assunto nos EUA, Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha, França, Turquia e em outros países.
No Brasil vivemos a discussão da mistura de água imprópria no leite juntamente com uréia, formol e outros componentes, que fazem com que o saudável leitinho das crianças não seja tão unanimidade assim.
Já na Europa ativistas fazem sucção nos seios em protesto contra a indústria do leite
Manifestação do Peta foi realizada em Berlim nesta terça (4).
Ativistas do Peta posam com funis de sucção nos seios em Berlim nesta terça-feira (4); protesto é contra a indústria do leite (Foto: John Macdougall/AFP)
INAUGURADO PARQUE DE RODEIOS E ARREMATES
Estivemos visitando na companhia dos Jacutinguenses Ivomar Bullau, Ninho Foletto e o vereador Marcio Sommer o Parque de Rodeios e Arremates de Barracão, que foi ampliado, recuperado e reinaugurado.
Prefeito Aparício , deputado Afonsop Hamm e lideranças de Jacutinga:- Presidente PP de Jacutinga: Beto Bordin, 2º vice-presidente do PP Ivomar José Bullau , 1º vice -presidente do PP: José Fernando Folletto e o vereador do PP - Márcio Sommer
As obras de reestruturação do Parque Municipal de Rodeios David de Lima Jacobi de Barracão contou com o apoio através de emenda parlamentar do deputado federal Afonso Hamm que sempre apoiou, estimulou e incentivou o tradicionalismo gaúcho.

A programação inaugural fez parte dos festejos de aniversário do município que festejou 49 anos de emancipação politico administrativo e contou ainda com a IV Feira do Terneiro,Terneira e Vaquilhona, baile do município e atividades educacionais e de saúde.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
PAÍS COM MELHOR EDUCAÇÃO DO MUNDO APOSTA NO PROFESSOR
Professores possuem mestrado e têm liberdade para criar currículo.
Universidade na Finlândia (Foto: AFP)
O país com a melhor educação do mundo é a Finlândia. Por quatro anos consecutivos, o país do norte da Europa ficou entre os primeiros lugares no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mede a qualidade de ensino. O segredo deste sucesso, segundo Jaana Palojärvi, diretora do Ministério da Educação e Cultura da Finlândia, não tem nada a ver com métodos pedagógicos revolucionários, uso da tecnologia em sala de aula ou exames gigantescos como Enem ou Enade. Pelo contrário: a Finlândia dispensa as provas nacionais e aposta na valorização do professor e na liberdade para ele poder trabalhar.
Finlândia lidera rankings internacionais de qualidade de ensino.
Jaana Palojärvi esteve em São Paulo nesta quinta-feira (23) para participar de um seminário sobre o sistema de educação da Finlândia, no Colégio Rio Branco. A diretora do ministério orgulha-se da imagem de seu país "tetracampeão" do Pisa. O ranking é elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e aplicado a cada três anos com ênfase em uma área do conhecimento. No último, em 2010, o Brasil ficou na 53ª colocação entre 65 países. Uma nova edição do Pisa será lançada em dezembro.
Na Finlândia a educação é gratuita, inclusive no ensino superior. Só 2% das escolas são particulares, mas são subsidiadas por fundos públicos e os estudantes não pagam mensalidade. As crianças só entram na escola a partir dos 7 anos. Não há escolas em tempo integral, pelo contrário, a jornada é curta, de 4 a 7 horas, e os alunos não têm muita lição de casa. "Também temos menos dias letivos que os demais países, acreditamos que quantidade não é qualidade", diz Jaana.
A diretora considera que o sistema finlandês de educação passou por duas grandes mudanças, uma na década de 70 e outra em 90. A partir do início da década de 90, a educação foi descentralizada, e os municípios, escolas e, principalmente, os professores passaram a ter mais autonomia.
"Fé e confiança têm papel fundamental no sistema finlandês. Descentralizamos, confiamos e damos apoio, assim que o sistema funciona. O controle não motiva o professor a dar o melhor de si. É simples, somos pragmáticos, gostamos de coisas simples."
da Finlândia (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)
O governo também não costuma inspecionar o ensino das 3.000 escolas que atendem 55.000 estudantes na educação básica. O material usado e o currículo são livres, por isso podem variar muito de uma unidade para outra.
"Os professores planejam as aulas, escolhem os métodos. Não há prova nacional, não acreditamos em testes, estamos mais interessados na aprendizagem. Os professores têm muita autonomia, mas precisam ser bem qualificados. Esta é uma profissão desejada na Finlândia."
Os docentes da Finlândia ganham, em média, 3 mil euros por mês, em torno de R$ 8 mil reais, considerado um salário "médio" para o país. Para conquistar a vaga é preciso ter mestrado e passar por treinamento. O salário aumenta de acordo com o tempo de casa do professor, mas não há bônus concedidos por mérito. A remuneração não é considerada alta. "Em compensação, oferecemos ao professor um ambiente de trabalho interessante."
Os professores têm muita autonomia, mas precisam ser bem qualificados. Esta é uma profissão desejada na Finlândia"
Jaana Palojärvi, diretora do Ministério da Educação da Finlândia
Jaana diz que a educação na Finlândia faz parte de uma cultura, resultado de um trabalho longo, porém, simples, mas evita dar lições ou conselhos a outras nações. "Temos muitas diferenças em relação ao Brasil, que é enorme, somos um país pequeno de 5,5 milhões de habitantes. Na Finlândia não temos a figura do Estado, a relação fica entre governo, município e escola. O sistema é muito diferente. A Finlândia não quer dar conselhos, nós relutamos muito em relação a isso", afirma.
Mais do que o bom resultado do país no Pisa, Jaana comemora a equidade entre as escolas – também apontada pelo exame. "Para nós, é o mais importante. Queremos que as escolas rurais localizadas nas florestas, ou do Norte que ficam sob a neve em uma temperatura negativa de 25 graus, tenham o mesmo desempenho das da capital, das áreas de elite. E (este desempenho) é bem semelhante."
'Tecnologia é ferramenta, não conteúdo'
Entre todos os países testados pelo Pisa, a Finlândia tem a menor disparidade entre as escolas. O resultado tem explicação. Lá, os alunos mais fracos estão sob a mira dos docentes. "Os professores não dedicam muita atenção aos bons alunos, e sim aos fracos, não podemos perdê-los, temos de mantê-los no sistema."
Tecnologia também não é o forte das escolas finlandesas, que preferem investir em gente. "Não gostamos muito de tecnologia, ela é só uma ferramenta, não é o conteúdo em si. Tecnologia pode ser usada ou não, não é um fator chave para a aprendizagem."
A educação básica dura nove anos. Só 2% dos estudantes repetem o ano, o índice de conclusão é de 99,7%. O segredo do sucesso não está ligado ao investimento, segundo
Jaana, que reforça que o país investe apenas 6% de seu PIB no segmento. "O sistema de educação gratuito não sai tão caro assim, é uma questão de organização", afirma.
A educação básica dura nove anos. Só 2% dos estudantes repetem o ano, o índice de conclusão é de 99,7%. O segredo do sucesso não está ligado ao investimento, segundo
Jaana, que reforça que o país investe apenas 6% de seu PIB no segmento. "O sistema de educação gratuito não sai tão caro assim, é uma questão de organização", afirma.
A diretora do ministério da Finlândia esteve na terça-feira (21) em uma audiência pública na Comissão de Educação e Cultura do Senado, em Brasília, para apresentar o modelo de educação do seus país aos parlamentares brasileiros.
Conteúdo de Vanessa Fajardo do G1, em São Paulo - http://g1.globo.com/educacao
Problema da educação está no ensino fundamental, diz Cristovam Buarque
Para diretor do Senai, programa responde às necessidades das famílias.
em Londres (Foto: Vanessa Fajardo/G1)
O senador Cristovam Buarque disse nesta quinta-feira (6), em visita à World Skills, competição mundial de ensino profissionalizante, em Londres, que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) não resolverá os problemas da base da educação. Segundo ele, a questão a ser resolvida está no ensino fundamental.
O Pronatec prevê a ampliação da oferta de vagas de cursos técnicos e profissionalizantes em instituições privadas e ao acesso ao financiamento estudantil. O projeto ainda precisa ser votado no Senado Federal.
Senador visitou competição mundial de ensino técnico, em Londres.
O senador, que foi ministro da Educação entre 1º de janeiro de 2003 a 27 de janeiro de 2004, no governo Lula, afirma que o programa enfrentará dificuldades por conta da deficiência no ensino nas séries iniciais. “O aluno vai chegar ao ensino técnico sem saber o que é regra de três e será necessário gastar mais tempo para ensinar o que os meninos já deveriam saber”, afirma.
O senador, que foi ministro da Educação entre 1º de janeiro de 2003 a 27 de janeiro de 2004, no governo Lula, afirma que o programa enfrentará dificuldades por conta da deficiência no ensino nas séries iniciais. “O aluno vai chegar ao ensino técnico sem saber o que é regra de três e será necessário gastar mais tempo para ensinar o que os meninos já deveriam saber”, afirma.
Rafael Trombini disputa uma das provas de marcenaria no torneio em Londres (Foto: Vanessa Fajardo/G1)
Para Buarque, o ensino médio deveria passar a ter duração de quatro anos, em vez de três, sendo que o último deveria ser reservado ao ensino profissionalizante. “É necessário aprender um ofício e daqui a alguns anos o mercado estará melhor para quem tiver um ofício do que para aqueles que se formaram em universidades ruins.”
Rafael Lucchesi, diretor geral do Senai, disse que o Pronatec poderá ajudar a corrigir o descolamento que há entre a realidade do que a juventude necessita e o que sistema, em especial, no ensino médio oferece. “A grande maioria dos estudantes chega ao mercado sem a escola ter ajudado. O Pronatec vai ao encontro das necessidades das famílias e da inserção no mercado de trabalho.”
Rafael Lucchesi, diretor geral do Senai, disse que o Pronatec poderá ajudar a corrigir o descolamento que há entre a realidade do que a juventude necessita e o que sistema, em especial, no ensino médio oferece. “A grande maioria dos estudantes chega ao mercado sem a escola ter ajudado. O Pronatec vai ao encontro das necessidades das famílias e da inserção no mercado de trabalho.”
Skills, é uma competição mundial de ensino profissionalizante, que começou nesta quarta-feira (5), em Londres, na Inglaterra. A delegação brasileira é composta por 28 estudantes que competem em 25 ocupações profissionais.
Os representantes são dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Alagoas, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.
As provas terminam neste sábado (8), e a premiação ocorre no domingo (9). Nas 14 edições que o Brasil participou do World Skills acumulou 12 medalhas de ouro, 12 de prata, 21 de bronze e 86 diplomas de excelência. No último evento, em 2009, o país conquistou a terceira posição no ranking geral.
As provas terminam neste sábado (8), e a premiação ocorre no domingo (9). Nas 14 edições que o Brasil participou do World Skills acumulou 12 medalhas de ouro, 12 de prata, 21 de bronze e 86 diplomas de excelência. No último evento, em 2009, o país conquistou a terceira posição no ranking geral.
Vanessa FajardoDo G1, em Londres - a jornalista viajou a convite do Senai
Finlândia tem 'mestrado' em ensino técnico, o país é modelo em educação.
País é campeão do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).

Estudante de ensino técnico da Finlândia disputa prova do World Skills 2011 (Foto: Divulgação/World Skills)
80% dos jovens que concluem o ensino médio seguem para ensino técnico.
No país campeão do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) por dez anos consecutivos, a Finlândia, 80% dos jovens que concluem o ensino médio optam por um curso de educação profissionalizante, chamada de educação vocacional, e não seguem para a universidade. O curso tem duração de três anos e é oferecido em tempo integral. Os estudantes que querem seguir carreira no ensino técnico podem ainda optar por uma especialização depois de três anos e uma espécie de mestrado após cinco anos da conclusão do ensino técnico. O ensino é público.(Foto: Divulgação/World Skills)
“O objetivo desta modalidade de ensino é preparar o jovem para a vida profissional. 80% dos jovens que vão para o ensino vocacional já seguem para o mercado de trabalho”, afirma Matti Haapanen, da delegação da Finlândia, um dos 51 países que participam da 41ª edição da World Skills, em Londres, na Inglaterra. O evento reúne cerca de mil estudantes e termina neste domingo (9).
Algumas escolas, principalmente no sul do país, oferecem as duas modalidades de ensino médio (regular e técnico) concomitantemente. Porém, de acordo com Haapanen, ainda é pequena a porcentagem dos estudantes que optam em fazer ambos os cursos de forma conjunta.
Segundo Haapanen, 15% dos egressos do ensino vocacional optam pelas universidades politécnicas que oferecem o que se assemelham a cursos tecnólogos no Brasil, e os 5% restantes ingressam nas universidades tradicionais. Nestas é o possível seguir carreira acadêmica e cursar doutorado. A grande maioria das instituições de ensino superior do país é pública. Para conquistar uma vaga é necessário passar por um exame rigoroso.
ensino técnico (Foto: Divulgação/World Skills)
Referência
Para Haapanen, é uma surpresa se manter no topo de avaliações como o Pisa, já que eles não trabalham com nenhum tipo de exame que afere a qualidade do ensino. “Raramente nossos moradores vão estudar em outra cidade”, diz.
Para Haapanen, é uma surpresa se manter no topo de avaliações como o Pisa, já que eles não trabalham com nenhum tipo de exame que afere a qualidade do ensino. “Raramente nossos moradores vão estudar em outra cidade”, diz.
Na Finlândia, todos os professores da rede pública têm no mínimo mestrado e a carreira é muito valorizada, inclusive pelos jovens. “Os professores têm uma reputação boa, é cultural. Muitos alunos querem ser professores porque veem a carreira como algo estável, apesar de não ter salários muitos altos.” De acordo com o representante finlandês, os docentes têm autonomia para trabalhar, podem criar seu próprio currículo sem controle do Estado, principalmente no ensino fundamental.
Um professor da rede pública da Finlândia ganha, em média, 40 mil euros por ano. Um médico no mesmo país recebe cerca de o dobro do salário.
Brasil no Pisa
O Pisa é um ranking internacional de ensino elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado a cada três anos. Em 2009, o programa avaliou 470 mil estudantes. Desse total, 20 mil eram brasileiros. O Brasil ficou com a 53ª colocação entre 65 países.
O Pisa é um ranking internacional de ensino elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado a cada três anos. Em 2009, o programa avaliou 470 mil estudantes. Desse total, 20 mil eram brasileiros. O Brasil ficou com a 53ª colocação entre 65 países.
O Pisa avalia conhecimentos de leitura, matemática e ciências dos adolescentes. O Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC), é quem aplica a prova no Brasil.
Vanessa FajardoDo G1, em Londres - A repórter viajou a convite do Senai
PROFESSORA BRASILEIRA NO PAÍS QUE É O 1º EM EDUCAÇÃO
' Me sinto uma rainha ', diz brasileira professora
no país nº 1 em educação.
no país nº 1 em educação.
Formada pela UFBA, Luciana Pölönen dá aulas há três anos na Finlândia.
Luciana Pölönen dá aulas de português em Espoo, na Finlândia (Foto: Arquivo pessoal)
País com a melhor educação do mundo, a Finlândia tem entre os seus professores da rede pública uma brasileira. Luciana Pölönen, de 26 anos, nasceu em Salvador (BA), é formada em letras pela Universidade Federal de Bahia (UFBA) e se mudou para Finlândia em 2008, com objetivo de fazer mestrado. Desde 2010, compõe o corpo docente finlandês. No país, no Norte da Europa, encontrou mais do que emprego, e sim, a valorização da profissão de lecionar.
"Eu me sinto como uma rainha ensinando aqui. Ser professor na Finlândia é ser respeitado diariamente, tanto quanto qualquer outro profissional!", afirma a brasileira, que se casou com um finlandês, tem uma filha de três anos, Eeva Cecilia, e está grávida à espera de um menino. "Aqui na Finlândia o sistema é outro, o professor é o pilar da sociedade."
A comparação com sua experiência escolar no Brasil é inevitável. "No Brasil só dei aulas em cursos, mas estudei em escola pública, sei como é. Sofria bullying, apanhava porque falava o que via de erradoe os professores não tinham o respeito dos pais", diz Luciana.
finlandês (Foto: Arquivo pessoal/Luciana Pölönen)
Por quatro anos consecutivos, a Finlândia ficou entre os primeiros lugares no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mede a qualidade de ensino. Durante visita em São Paulo, na semana passada, a diretora do Ministério da Educação e Cultura, Jaana Palojärvi, disse que o segredo do sucesso do sistema finlandês de ensino não tem nada a ver com métodos pedagógicos revolucionários, uso da tecnologia em sala de aula ou avaliações nacionais. O lema é treinar o professor e dar liberdade para ele trabalhar.
Luciana aprova o método. Há dois anos dá aulas na Escola Europeia de Helsinque, capital da Finlândia, de nível fundamental e médio e há um ano leciona português em uma escola de ensino fundamental em Espoo, cidade próxima à capital. "Dou aula de português porque toda criança falante de duas línguas tem o direito ao ensino de uma língua estrangeira na escola. Ou seja, todos os filhos de brasileiros têm direito ao ensino de português como língua mãe."
Para conseguir a vaga, a brasileira passou por avaliação do histórico escolar da universidade, enviou uma carta pessoal em que expôs suas intenções, e enfrentou uma entrevista, uma espécie de prova oral feita em inglês.
Tenho total liberdade para avaliar meu aluno, tenho a lista de coisas de que ele tem de aprender até o fim do ano, mas como vou fazer fica a meu critério"
Luciana Pölönen,
professora na Finlândia
professora na Finlândia
Com o trabalho nas duas escolas, Luciana ganha 2.500 euros, o equivalente a R$ 6.500. Luciana tem contrato temporário porque ainda não finalizou o mestrado, termina a dissertação no fim do ano, por isso há uma redução no salário de 15% e de tarefas extras.
"Tenho total liberdade para avaliar meu aluno, tenho a lista de coisas de que ele tem de aprender até o fim do ano, mas como vou fazer fica a meu critério. Não preciso aplicar prova a toda hora, nem justificar nada para o coordenador", afirma. "Temos cursos de aperfeiçoamento sem custo, descontos em vários lugares com o cartão de professor, seguro viagem, entre outros."
Para Luciana, os alunos aprendem porque há um comprometimento deles, dos pais e da comunidade. "Eles aprendem o respeito desde pequenos, a honestidade vem em primeiro lugar. As pessoas acreditam umas nas outras e não é necessário mentir. Um professor quando adoece pode se ausentar até três dias. Funciona muito bem."
Tradução e aula particular
Logo chegou à Finlândia, Luciana trabalhou como analista de mídia. Depois, em 2010, antes de atuar na rede de ensino pública, conciliava trabalhos de tradução e de professora particular. "Se aparecesse um trabalho para fazer limpeza, eu toparia sem problemas, desde que fosse honesto. Mandava currículo para algumas empresas, mas nunca era chamada. Pensei em omitir minha formação [em letras, pela UFBA], caso não arrumasse nada."
Logo chegou à Finlândia, Luciana trabalhou como analista de mídia. Depois, em 2010, antes de atuar na rede de ensino pública, conciliava trabalhos de tradução e de professora particular. "Se aparecesse um trabalho para fazer limpeza, eu toparia sem problemas, desde que fosse honesto. Mandava currículo para algumas empresas, mas nunca era chamada. Pensei em omitir minha formação [em letras, pela UFBA], caso não arrumasse nada."
Luciana voltou a trabalhar quando a filha tinha apenas um mês. Era um trabalho de tradução que às vezes fazia de casa ou ia até a empresa que ficava próxima à sua casa. Escapava para amamentar no intervalo do café. "Aqui a licença maternidade dura três anos, as pessoas achavam um absurdo eu trabalhar com uma filha de um mês. Na verdade faz parte da educação deles, hoje eu entendo mais."
O respeito pelo próximo também é algo muito enraizado na cultura do finlandês. Luciana diz que diferente do Brasil, nunca sentiu preconceito na Finlândia por ser negra ou estrangeira. "Aqui as pessoas não parecem notar a cor de pele do outro contanto que exista respeito mútuo."
Casos de violência ou bullying são muito raros nas escolas. "Foram cinco casos de violência no ano, mas para eles é um absurdo, não deveria acontecer. Eles sempre têm um plano para cada tipo de aluno, não é uma única forma para a classe inteira. No final, todos alcançam o mesmo objetivo."
2008 e se tornou professora (Foto: Arquivo pessoal)
Diferenças
Na Finlândia, o professor é proibido por lei de encostar no aluno. Nem mesmo para dar um abraço. Luciana soube disso durante a aula de inglês, no estágio, em uma atividade onde alunos precisam demonstrar sentimentos numa espécie de encenação teatral e ela "relou" em uma aluna. A classe toda ficou estática, espantada.
Na Finlândia, o professor é proibido por lei de encostar no aluno. Nem mesmo para dar um abraço. Luciana soube disso durante a aula de inglês, no estágio, em uma atividade onde alunos precisam demonstrar sentimentos numa espécie de encenação teatral e ela "relou" em uma aluna. A classe toda ficou estática, espantada.
Hoje, Luciana se acostumou à cultura. "Acho que acostumei, nunca gostei muito de abraçar as pessoas se não houvesse um motivo muito importante para isso. Talvez esse seja o motivo de eu ter me acostumado aqui." O frio também não lhe causa incômodo, nem mesmo a temperatura de 25 graus negativos que já encarou. Para a baiana, não há problemas desde que esteja com a roupa apropriada para manter o corpo aquecido.
Planos para o Brasil
No fim do ano, Luciana vai aproveitar as férias para voltar ao Brasil para visitar a família. Durante a temporada de dois meses pretende fazer workshops em escolas sobre o sistema de educação finlandês. “Gostaria de ajudar os professores de alguma forma, com treinamento, é o que eu devo para o meu país. Minha parte é tentar ajudar da maneira que eu posso.”
No fim do ano, Luciana vai aproveitar as férias para voltar ao Brasil para visitar a família. Durante a temporada de dois meses pretende fazer workshops em escolas sobre o sistema de educação finlandês. “Gostaria de ajudar os professores de alguma forma, com treinamento, é o que eu devo para o meu país. Minha parte é tentar ajudar da maneira que eu posso.”
Para ela, a receita da Finlândia para ter uma educação nota 10, baseada na simplicidade, daria certo no Brasil se "as pessoas parassem de esperar ações do governo e agissem com as próprias mãos." "Gostaria que minha filha visse meu país diferente e eu não tivesse de pagar uma mensalidade de 2 a 3 mil reais [caso morasse no Brasil] em uma escola particular para oferecer a ela uma educação de qualidade."
Luciana Polonen é destaque em blog voltado para a comunidade acadêmica da Finlândia (Foto: Reprodução)
Se o abraço tão habitual no Brasil não lhe faz falta e o frio não a incomoda, Luciana sente saudades de gargalhar com os amigos, de se deliciar com a comida da minha mãe, conversar a avó, escutar músicas com a tia e assistir Fórmula 1 com o pai. "Matamos as saudades via Skype ou quando alguns parentes visitam a Finlândia."
Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo
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