POR MARINA DIAS
O presidente da Força Sindical, Paulinho da Força (PDT), afirmou nesta quinta-feira (11) que a presidente Dilma Rousseff precisa demitir sua equipe econômica que, segundo ele, não desenvolve uma política que favoreça o trabalhador. Durante a concentração da marcha organizada pelas centrais sindicais, na Avenida Paulista, Paulinho disse que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, “não tem mais condições de ser ministro”.
“A presidente Dilma deveria demitir a equipe econômica, que perdeu o poder de dirigir a economia do Brasil, na medida em que o Mantega fala e ninguém liga mais.  O Mantega não tem mais condições de ser ministro”, afirmou Paulinho.
Ainda segundo o dirigente da Força Sindical, a pauta da greve desta quinta-feira (11), chamada de “Dia Nacional de Lutas”, gira em torno do fim do fator previdenciário, da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, políticas salariais para os aposentados, entre outros temas. Paulinho espera que a presidente Dilma atenda às reivindicações  o mais breve possível mas promete uma nova manifestação, que pode evoluir para uma “greve geral”, caso o governo não recebe os sindicalistas até a próxima semana.
As centrais farão uma reunião nesta sexta-feira (12), às 10h, para fazer um balanço dos protestos desta quinta. “Vamos deferir uma nova data de manifestação, para dar um prazo de um mês, um mês e meio, para o governo negociar. Caso contrário, podemos evoluir para uma greve geral no país”, explicou Paulinho.
“Estamos insatisfeitos com a política do governo. Depois de três anos, nenhuma reivindicação dos trabalhadores foi atendida. É bom lembrar que ela [Dilma] concordou com a pauta do trabalhadores e por isso teve o nosso voto. Se não cumprir nós temos condições de falar em uma greve geral no país”, completou o dirigente da Força.
Reforma política
O acordo entre as lideranças das centrais foi para que uma bandeira conjunta fosse defendida a favor do trabalhador. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), historicamente ligada ao PT, por sua vez, prometeu defender nas ruas o plebiscito para a reforma política proposto pela presidente Dilma.
“A CUT defende a reforma política e o plebiscito por deliberação de Congresso. Isso é bandeira antiga da CUT”, afirmou o presidente da central, Vagner Freitas. “Para a posição da CUT, não faz diferença o governo de plantão, porque a CUT só tem um lado, o lado dos trabalhadores e das trabalhadoras”, completou Freitas.
A presidente municipal do PT, vereadora Juliana Cardoso, convocou a militância petista para acompanhar as manifestações desta quinta, com concentração às 14h, no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP). No entanto, nem ela nem a militância apareceram.

Do    http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes   em Em 11/07/2013