segunda-feira, 24 de novembro de 2014

VOCÊ TOPARIA

Sempre oportuna e atualizadas as informações desta equipe. Para não deixar dúvidas.
 Dança das cadeiras às escuras
Sexta-feira ponte de feriado, normalmente um dia para os mercados cumprirem tabela... Estivéssemos sob condições normais de temperatura e pressão - não, não estamos.
O mercado internacional passa por transição importante. A ata do Federal Reserve veio mais amena no final da quarta-feira, estimulando ganhos lá fora na véspera. Naturalmente, aproveitamos a sexta-feira para tirar o atraso.
Mas não é só isso. Nosso momento talvez não seja de transição (de fato), mas é deveras importante. Estamos diante de uma dança das cadeiras virtual, onde muda-se a equipe econômica do país do dia para a noite, do vinho para a água.
Mas esclarece-se: efetivamente não mudou nada. A brincadeira é meramente virtual, brincada às escuras.
Ao acender das luzes, teremos cadeiras e quadros econômicos mudados, mas não que isso represente necessariamente uma mudança nas diretrizes econômicas - fica o alerta.
Cuidado: brincar de dança das cadeiras às escuras para machucar o bolso.

01:22- Sonhático
O mercado vinha sonhando com Armínio Fraga, sonho que permitiu um rali eleitoral de estatais e o flerte do Ibovespa com os 60 mil pontos.
Acordou com um lava-jato gelado na cara, e com um Mantega demitido dormindo ao lado. Puuutz, ressaca das brabas...
Indevidamente hidratado, o mercado já voltou a sonhar, com Meirelles. Sonhou com Trabuco. Mas a realidade aponta para... Nelson Barbosa.
Com a economia à deriva, os mercados às escuras e a necessidade de desviar o foco dos escândalos de corrupção, você acha mesmo que deixariam para convidar o Trabuco só ontem de noite, como apontam as manchetes??

01:59- Jogo de cena 

Caso isso tenha de fato acontecido, na minha cabeça só resta uma possibilidade... 
Ventilam-se inicialmente três nomes de interesse: Meirelles, Trabuco e Barbosa. Assim, cognitivamente equipara-se o nome de Barbosa ao dos outros dois, ignorando o tremendo paradoxo que há na trinca.
Diferentemente dos dois “banqueiros”, Barbosa é um dos pais da Nova Matriz Econômica em vigor e entusiasta do desenvolvimentismo com inclusão social.
Ou seja, com ele está tudo em Casa, na mesma.
E se Barbosa for mesmo confirmado, pelo menos passa que “tentaram os outros nomes, o que já indica uma mudança de diretrizes”...
Nada me tira da cabeça que o nome já está escolhido há um bom tempo.
02:21- O quarto elemento
Agora, especula-se o nome de Joaquim Levy integrando a equipe junto de Barbosa. E o mercado reage euforicamente. Seria Levy um representante do setor financeiro, posto que trabalha hoje na asset do Bradesco?
Assim como Barbosa, o Levy também é figura conhecida do governo. Enquanto Barbosa ocupou a secretaria da Fazenda de Dilma, Levy compôs a secretaria do Tesouro de Lula.
Achamos Levy um excelente nome. A grande questão não é essa - mas sim a sua capacidade de sozinho contrapor as diretrizes de política econômica que serão impostas.

03:18- Você toparia?
Assumir a Fazenda do Governo Dilma?
A exemplo do Trabuco, o Felipe e o Rodolfo também estão cogitados para a Fazenda. A da Record, claro.
Enquanto o convite não sai, os dois podem falar hoje de Petro, Cielo e ações do setor de construção civil.
Será no Grana Preta de hoje, gratuito que irá ao ar às 16hs.
Para fechar a semana com chave de ouro, lá eles farão um convite especial aos espectadores, bem melhor que o de qualquer cargo público.
Portanto, não perca: http://youtu.be/VyhlNWOavuo

04:03- Foi ruim enquanto durou
Foi anunciado para 1 de janeiro o fim do benefício de IPI reduzido para o setor automotivo, que vem desde 2012.
Após dois anos seguidos de queda no nível de vendas, já foram cerca de 13 mil demissões nas montadoras e 19 mil no segmento de auto-peças este ano. Em 2014, o setor acumula queda de 9% nas vendas e de 16% na produção até o final de outubro.
Não seria um contrassenso você retirar o estímulo justo quando o paciente mais precisa?
Com o IPI reduzido o governo deixou de arrecadar cerca de R$ 12 bilhões. Com o rombo nas contas públicas e a trapalhada do déficit que vai virar superávit primário (se aprovada a mudança na lei de Diretrizes Orçamentárias), a decisão é de força maior.

Por: Roberto Altenhofen da Empiricus

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